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quem somos
Há 12 anos, depois de ter alterado o meu percurso profissional, dediquei toda a minha atenção à fotografia. Fiquei muito decepcionado ao verificar que muitos dos meus trabalhos de há 25 anos atrás estavam a começar a mostrar sinais de deteriorização. Não queria passar o meu tempo a trabalhar numa forma de arte com materiais que tinham como resultado final a auto-destruição. Desde 1850 que está bem documentado que a fotografia baseada em prata tem um problema a longo prazo com a permanência da imagem.

Vivendo em Tucson, tive a oportunidade de utilizar os famosos recursos da Universidade do Arizona Center for Creative Photography. Pesquisei como se poderia realizar uma fotografia permanente, que durasse tanto tempo quanto o material em que é impressa. Existiam os Cianotipos, um processo que utiliza o ferro; a impressão com carbono, que utiliza o "graphite"; e a impressão em platina, que utiliza os sais de platina. Ao visualizar exemplos de todas estas técnicas, fui atraído pela impressão em platina com a sua escala de tons quentes, e a sua nitidez impressionante, pois esta técnica necessita de um negativo de grande formato do mesmo tamanho que a imagem. A imagem em platina é imprimida em papel de aguarela. A emulsão é aplicada manualmente, e o papel adquire um toque orgânico que dá um toque final à imagem.

Ao ver fotografias antigas, fui atraído para o trabalho de três fotógrafos em particular: Eduard Steichen, Edward Curtis e Alfred Steiglitz. Todos produziam retratos de pessoas, que na minha opinião capturavam as suas almas.

Como trabalho um pouco por todo o mundo como consultor de saúde, levo sempre comigo a minha câmera 8x10 e especializei-me em estudos arquitectónicos nocturnos impressos em platina.

O meu trabalho foi já adquirido pela Library of Congress, a Bibliotecque National de France, o Smithsonian Institution e outros museus internacionais.

Tradução: Sofia Quintas
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